17/10/2011

CHÂTEAUX DE CHAMBORD

Encerrando nosso passeio pelos Castelos do Vale do Loire vamos apresentar, hoje o "Châteaux de Chambord!

O palácio de Chambord é composto por uma fortaleza central com quatro imensas torres baluartes, nos cantos.
A fortaleza também forma parte da fachada, a qual tem uma largura composta por duas torres mais largas.
 Nas traseiras encontram-se bases para duas futuras torres, mas estas nunca foram desenvolvidas.
 
O palácio contém 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. Quatro abóbadas rectangulares, uma em cada piso, tomam uma forma de cruz.
Os telhados de Chambord contrastam com as massas da sua construção e têm sido comparados frequentemente com a silhueta de uma cidade: mostram onze tipos de torres e três tipos de chaminés, sem simetria, enquadrados nas esquinas pelas torres massivas. O desenho tem paralelo com o Norte da Itália e as obras de Leonardo da Vinci.


Um dos pontos altos da arquitetura de Chambord é a espectacular escadaria, em caracol, aberta em dupla-hélice que é a peça central do palácio. As duas hélices ascendem aos três pisos sem nunca se encontrarem, iluminadas de cima por uma espécie de farol no ponto mais alto do edifício. Isto sugere que Leonardo da Vinci poderá ter desenhado a escadaria, mas isto não está confirmado.
O castelo é constituido por 128 m de fachadas, 800 colunas esculpidas e um telhado elaboradamente decorado. Quando Francisco I autorisou a construção de Chambord, queria que se parecesse com a silhueta de Constantinopla.
O palácio é rodeado por um parque arborizado e uma reserva de gamos que o mantem fechado por um muro.


Nunca houve a intenção de proteger o edifício do ataque de qualquer inimigo. Por esse motivo, as paredes, torres e fosso parcial são puramente decorativos. Elementos da arquitectura - janelas abertas, e uma vasta área aberta no topo - foram importados do estilo Renascentista Italiano.
Durante o reinado de Francisco I, o palácio raramente esteve habitado. De facto, o rei passou lá apenas 7 semanas no total, englobadas em curtas visitas de caça. Como o palácio tinha sido construído com o propósito de receber curtas visitas, não era realmente prático viver ali por muito tempo.



Como resultado de tudo isso, o palácio permaneceu completamente sem mobílias durante esse período.
Toda a mobília, coberturas de paredes, utensílios para a alimentação, foram trazidos especificamente para cada viagem de caça. Por esse motivo muita da mobília da época foi feita para ser facilmente desmontada, como forma de facilitar o transporte.
Francisco I faleceu devido a um ataque cardíaco, em 1547.
                        Francisco I faleceu devido a um ataque cardíaco, em 1547.
Durante mais de oitenta anos depois da morte de Francisco I, os reis franceses abandonaram Chambord, levando-o a um estado de decadência.
Luis XIII deu-o ao seu irmão, Gaston Duque de Orleães, que o salvou da ruína, ao realizar vastas obras de restauro.
Luis XIV fez o restauro da grande fortaleza e mobilou os apartamentos reais. O rei acrescentou, então, um estábulo para 300 cavalos, permitindo o uso do castelo como pavilhão de caça e como local de recreio para notáveis como Molière, por algumas semanas por ano. Apesar de tudo, Luis XIV abandonou o palácio.  

Deixou-o para seu sogro o rei deposto da Polónia  que viveu em Chambord. Como reconhecimento pelo seu valor de combate, o rei deu o palácio a Maurice de Saxe, Marechal da France, que lá instalou o seu regimento militar.
Maurice de Saxe morreu e uma vez mais, o colossal edifício, permaneceu vazio por muitos anos.
O governo Revolucionário ordenou a venda das mobílias; os painéis das paredes foram removidos e mesmo os soalhos foram removidos e vendidos pelo valor da sua madeira. As portas foram queimadas para manter as salas quentes durante as vendas; o palácio vazio foi deixado ao abandono até que Napoleão Bonaparte o deu ao líder militar francês, Louis Alexander Berthier.
O palácio foi depois comprado à sua viúva, para o infante, Duque de Bordeaux, Henri Charles Dieudonné que tomou o título de Conde de Chambord.
Uma breve tentativa de restauração e ocupação foi feita pelo seu avô, Carlos X.
Ambos foram exilados. Durante a Guerra franco-prussiana, o palácio foi usado como um hospital de campanha.
O palácio tornou-se propriedade do Governo da França em 1930 mas os trabalhos de restauro só começaram alguns anos depois do final da da Segunda Guerra Mundial e atualmente, Chambord é uma das principais atrações turísticas da França.

E assim termina nossa visita a linda região do Valle du Loire, onde passamos dias agradabilíssimos curtindo lazer e cultura, juntamente com Tete e Eduardo, apreciando os deliciosos vinhos daquela região...


Um comentário:

  1. Olá Circele. Adorei esta postagem sobre os castelos. Nos remete a ao menos imaginar, quantas histórias se passaram por esses lugares. Cada vida que ali habitou e que fez parte da construção física e vivências ali registradas.

    Muito bacana mesmo!!!

    Abraços: João Bréscio

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Celle