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12/08/2010

A. João Soares


Este sr. elegante, de boa aparência, aqui ao lado é sem dúvida alguma, dos meus amigos, da net, talvez o mais importante! De caráter ilibado, cortez e gentil, inteligente, culto e sabe das coisas... Sente-se bem no ostracismo, na simplicidade sem ostentação. Um gentleman na concepção da palavra.
Deu-me a primeira chance na blogosfera quando convidou-me para colaboradora do seu Blog "Clube de Seniores Sempre Jovem", do qual muito se orgulhava, sem mesmo me conhecer, mais a miudo... Ensinou-me o passo a passo com paciência e muitas vezes cometí erros e fiz besteiras. Soube que era um blog genuinamente português e que seria um dos primeiros brasileiros a participar, me sentí muito honrada, receosa e envergonhada pela incompetência. Algo que não sei bem explicar me mantem presa alí. A maninha Ná, ajudou-me e muito, sou-lhe imensamente grata. Havia me matriculado na Ciências da Vida, faculdade da Melhor Idade, e saí pela internet a procura de maiores esclarecimentos sobre o assunto, acreditando encontrar modelos de cursos, sugestões etc, para apresentar à direção da faculdade. Foi navegando que encontrei o Sempre Jovem e me interessei. Comuniquei-me com o administrador, era o João, dizendo do meu interesse em participar. Nem sabia o que era um Blog, ja havia ouvido falar em: Blog, Twitter, Orkut e nem sei mais o que! Não entendia nada de nada. E nem me preocupei em descer aos detalhes. Fui ousada demais! Eu era tão somente, uma simples dona de casa curiosa, que para não se sentir ignorante diante dos netos, resolví aprender informática. Para surprêsa da familia, marido, filhos e amigos, comprei um computador, contratei um professor, por sinal, um excelente mestre em artes virtuais. Tornei-me uma aluna interessada, após o essencial, aprendi o CorelDraw, o Photoshop, Power Point e a criar meus PPS, permitindo-me envia-los aos amigos, via e-mails. Passado um tempo... Sentindo necessidade de acompanhar minha irmã, que voltava a morar na cidade natal, depois de muitos anos, para facilitar sua readaptação resolvemos nos matricular na faculdade da Melhor Idade, onde fariamos novas amizades.
Hoje, orgulhosamente, saúdo o amigo João, por tudo isso que me referí acima, e pelo homem que fui conhecendo e admirando, pela sua competência, sabedoria, seriedade, simplicidade e humildade, que o faz maior. Amigo João, são 4 anos de Blogosfera, segundo Sãozita, e 11 Blogs, com objetivos definidos e incontáveis leitores. O cCelle Ornamental, pequenino e quase desconhecido, lhe cumprimenta agradecido, é o nosso Patrono, querido e respeitado, que há pouco tempo tivemos a honra e o prazer de conhece-lo, pessoalmente, junto de outro grande amigo, o Luis Soares, que anda um pouco sumido. Seu modo de ser e de viver o engrandece sendo para nós um grande exemplo! Comprometido com seus objetivos, não se faz de rogado, sempre se empenha em formar consciências voltadas para o bem da humanidade e da natureza.
"A.João Soares" HOMEM, da nossa estima, admiração e respeito!
PARABENS PELO EXEMPLO Celle agradece à Deus colocá-lo em seu caminho...

29/10/2009

"Casa da sete velhinhas"

Li este texto e me agradou...
Pensei em publicá-lo para que sirva de estímulo para tantas outras pessoas, talvez mais jovens e já desanimados de viver!!!

*Preguiça de sofrer*

- Zuenir Ventura

Há 26 anos, elas cumprem uma alegre rotina: às sextas-feiras pela manhã sobem a serra e descem aos domingos à tarde, quando não permanecem a semana toda lá, em sua casa de Itaipava, distante hora e meia do Rio de janeiro.
São quatro irmãs de sobrenome "Sette "-
Mily, a mais velha, de 86 anos; Guilhermina (84), Maria Elisa (76) e Maria Helena (73) - mais a cunhada Ítala (87), a prima Icléa (90) e a amiga de mais de meio século, Jacy (78).
O astral e a energia da "Casa da sete velhinhas" são únicos.
Elas cuidam das plantas, visitam exposições, assistem a shows, lêem, jogam baralho, conversam, discutem política, vêem televisão, fazem tricô, crochê e sobretudo riem.Só não falam e não deixam falar de doença e infelicidade. Baixaria, nem pensar. Quando preciso tomar uma injeção de ânimo e rejuvenescimento, subo até lá, como fiz no último sábado. Já viajamos juntos algumas vezes, como a Tiradentes, por cujas redondezas andamos de jipe, o que naquelas estradas de terra é quase como andar a cavalo. Tudo numa boa. Elas têm uma sede adolescente de novidade e conhecimento. Modéstia à parte, são conhecidas como "As meninas do Zuenir".
Me dão a maior força. Quando sabem que estou fazendo alguma palestra no Rio, tenho a garantia de que a sala não vai ficar vazia. São meu público cativo e ocupam em geral a primeira fila. Numa dessas ocasiões, com a casa cheia, elas chegaram atrasadas e fizeram rir ao se anunciarem a sério na entrada:-"Nós somos as meninas do Zuenir-". Nos conhecemos nos anos 70, quando morávamos no mesmo prédio no Rio e Maria Elisa, que é química, passou a dar aulas particulares de matemática para meus filhos, ainda pequenos, de graça, pelo prazer de ensinar.Depois nos mudamos, continuamos amigos e nossa referência passou a ser a casa de Itaipava, onde minha mulher e eu temos um cantinho, um pequeno apartamento na parte externa da casa, os "Alpes suíços".
No começo, o terreno não passava de um barranco de terra vermelha. Hoje é um jardim suspenso, com árvores e flores variadas que constituem uma atração para os pássaros. Dessa vez, não cheguei a tempo de ver a cerejeira florida, mas em compensação assisti a uma exibição especial de um casal de papagaios. O interior da casa é um brinco, não fossem elas meio artistas, meioartesãs, todas muito prendadas, como se dizia antigamente. Helena e Jacy, por exemplo, tecem mantas e colchas de tricô e crochê que já mereceram exposições. Mily desafia a idade preferindo as novas tecnologias e a modernidade, sem falar no vôlei, de que é torcedora apaixonada. Sabe tudo de computador e, com Jacy, freqüenta todos os cursos que pode: de francês a ética, de inglês a filosofia. Na parede, Tom Jobim observa tudo. A foto é autografada para Elisa, de quem ele foi colega no Andrews. Aliás, nesse colégio da Zona Sul do Rio,
Guilhermina trabalhou 53 anos, como secretária e professora de Latim, que ela ensinava pelo método direto, ou seja, falando com os alunos. Ficou muito feliz quando na praia ouviu, vindo de dentro do mar, o grito de alguém no meio das ondas, provavelmente um surfista: "Ave, magister!". Amiga de personagens como o maestro Villa-Lobos, ela ajudou ou acompanhou a carreira de dezenas de jovens que passaram por aquele tradicional colégio, cujo diretor uma vez lhe fez um rasgado elogio público, ressaltando o quanto ela era indispensável ao educandário. No dia seguinte, ela pediu as contas, com essa sábia alegação: "Eu quero sair enquanto estou no auge, não quando não souberem mais o que fazer comigo". Foi para casa e teve um choque, achando que não ia suportar a aposentadoria. Durou pouco, porque logo arranjou o que fazer. É tradutora e gosta muito de etimologia: adora estudar a vida das palavras desde suas origens, principalmente quando são gregas. Ah, nas horas vagas faz bijuterias. Para explicar como se desvencilhou do vazio de deixar um emprego de 53 anos e começar nova vida, já velha, Guilhermina usou uma frase que se aplica a todas as outras seis velhinhas e que eu gostaria de adotar também: -"Tenho preguiça de sofrer".
Não são o máximo as meninas do Zuenir?
Exemplos de vida pra nós...