12/01/2015

PAPISA JOANA

Geração Editorial lança no Brasil “Papisa Joana”, o romance da escritora Donna Woolfolk Cross que conta a história da mulher que se disfarçou de homem e chegou a governar a Cristandade por dois anos.

 LI, GOSTEI E ESTOU SUGERINDO A LEITURA AOS AMIGOS


Há muitos anos a Igreja Católica tenta negar sua existência, mas as evidências não deixam dúvidas: existiu uma mulher que ocupou o trono papal. Esse mistério do passado e a veracidade sobre a Papisa Joana foram desenterrados pela escritora Donna Woolfolk Cross e transformados num grande romance histórico, que põe por terra a argumentação da Igreja de que essa mulher enigmática seria apenas uma lenda. A pesquisa, que durou mais de sete anos, reuniu todos os fatos conhecidos da vida de Joana, extraídos de documentos raros em inglês, espanhol, francês, italiano e latim. Além disso, num brilhante esforço de reconstituição de época, a autora retrata em “Papisa Joana” como era o século IX, o estilo de vida das pessoas, o preconceito contra as mulheres e a forma de funcionamento do clero.

Joana nasceu em 814, na aldeia de Ingelheim, no mesmo dia da morte do lendário Carlos Magno. O período era conhecido como Idade das Trevas, uma época brutal, de ignorância, miséria e superstição sem precedentes. Não existiam ainda os países europeus modernos, nem seus idiomas, apenas dialetos locais, sendo a língua culta o latim.
Com a morte do imperador Carlos, o Sacro Império Romano degenerou num caos de economia falida, pestes, guerras civis e invasões por parte de viquingues e sarracenos. A vida nesses tempos conturbados era particularmente difícil para as mulheres, que não tinham quaisquer direitos legais ou de propriedade.
A lei permitia que seus maridos batessem nelas, o estupro era encarado como uma forma menor de roubo. A educação das mulheres era desencorajada, pois uma mulher letrada era considerada não apenas uma aberração, mas também um perigo. Não havia para as mulheres outra alternativa a não ser se conformar com as limitações impostas ao seu sexo.
Foi nesse “meio” que Joana cresceu, aprendendo que apenas os homens poderiam conquistar um espaço na sociedade. Decidida, ela corajosamente se disfarça de rapaz quando adolescente, e ingressa num mosteiro beneditino, sob o nome de “irmão” João Ânglico. Graças à sua inteligência e determinação, ela rapidamente se destaca como erudita e médica, até que, sob a ameaça de ter seu disfarce revelado, parte para Roma, onde se torna médico do próprio papa.
Antes, porém, de cumprir seu destino e ocupar ela mesma o mais glorioso trono do Ocidente, Joana precisa superar obstáculos tremendos, como o seu amor pelo conde franco Gerold e as armadilhas do maquiavélico cardeal Anastácio, seu arquirrival.
A mulher Papa: um segredo que o Vaticano esconde há séculos!

08/01/2015

TOGADO MACHO E SEM MEDO  
Folha de São Paulo, 10 de janeiro de 2014, Painel do Leitor

“Direitos humanos”

         “Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. 
        Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores. Recebi a visita de uma comitiva de     
defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Retruquei para não irem tão longe, tinha solução.  
       Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz. Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. 
       É assim que funciona a “esquerda caviar”. Tenho uma sugestão ao Professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à Ministra Maria do Rosário e a outros tantos defensores dos “direitos humanos” no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso". Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a sociedade a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda, é claro. "

ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA, desembargador (Belo Horizonte, MG)”.
----------------------------------------------------------------------------------------------

GENTILEZAS


12 casos de gentileza que deixarão os seus olhos mais brilhantes!

Da posição de nosso corpo, no tom de nossa voz até o direcionamento de nosso olhar, somos capazes de demonstrar nossos sentimentos e intenções o tempo todo.
Ser gentil, muitas vezes, mais do que uma obrigação, pode ser um estilo de vida.
E, o melhor de tudo, a coisa mais fascinante da gentileza é que ela faz tão bem para quem a pratica quanto para quem a recebe.
Abaixo, você encontrará  histórias da mais profunda gentileza. Elas são capazes de dar brilho aos olhos e tornar a vida mais leve.

1 – Somos gentis quando mostramos ao outro o quanto ele é importante.Como tanto eu como meu marido estamos desempregados, hoje, data em que completamos 10 anos de casamento, combinamos de não comprarmos presentes. Quando eu acordei esta manhã, meu marido já estava de pé. Desci as escadas e encontrei belas flores silvestres por toda a casa. Imagino que existam umas 400 flores no total e ele, cumprindo sua promessa,  não gastou um centavo.

2 – Somos gentis quando não marcamos dia, hora ou regras para a nossa ternura.
Meu avó estava dirigindo de volta para casa quando, de repente, fez uma inversão de marcha e disse: “Eu esqueci de pegar um buquê de flores para sua avó . Vou parar aqui na floricultura, só vai levar um minuto.” O que há de tão especial no dia de hoje que você tem que comprar flores? “, perguntei. “Não há nada de especial hoje”, meu avô disse. “Cada dia é especial e sua avó adora flores.”

3 – Somos gentis quando  observamos as necessidades do outro e inventamos uma forma de supri-la.
Estive internado por quase um mês após um incêndio que aconteceu na minha casa. Hoje e todos os dias durante os últimos dois meses desde que voltei para a escola cheio de cicatrizes, encontrei uma rosa vermelha no meu armário todas as manhãs. Eu não tenho nenhuma ideia de quem chega tão cedo na escola para me deixar as rosas.  Eu mesmo já cheguei mais cedo algumas vezes para tentar descobrir quem as coloca, mas elas já estavam lá.

4 – Somos gentis quando nos envolvemos com o problema do outro.
Sou professor de língua de sinais. Hoje, uma mulher que perdeu a fala por causa do câncer se matriculou na minha aula. Junto com ela vieram seu marido, quatro filhos, duas irmãs, um irmão, a mãe, o pai, e doze amigos próximos. Eles vieram para saber como se comunicar com ela agora que ela não pode mais falar.

5 – Somos gentis quando damos ao tempo a oportunidade de nos surpreender e nos presentear. 
Hoje eu me inspirei em um casal de idosos e na maneira como eles se entreolhavam … dava para ver que eles estavam apaixonados. Quando o marido mencionou que eles estavam celebrando seu aniversário, eu sorri e disse: “Deixe-me adivinhar. Vocês dois estão juntos desde sempre! “Eles riram e a esposa disse: “Na verdade não, hoje é nosso aniversário de 5 anos juntos. Nós dois sobrevimentos ao nosso primeiro casamento e então a vida nos abençoou com um “tiro” certo no amor.”

6 – Somos gentis quando sabemos esperar.
Depois de um longo período de trabalho no exterior, meu noivo finalmente voltou para casa. Quase um ano atrás, ele me enviou um pacote e me disse que eu não tinha permissão para abri-lo até que ele voltasse para casa em duas semanas. Entretanto, sua missão foi prorrogado por mais 11 meses. Quando ele voltou, ele me disse para abrir a embalagem. Nela estava um anel, então ele ficou de joelhos.

7 – Somos gentis quando ajudamos o outro a superar seus obstáculos mentais.
Sentei-me com minhas duas filhas,uma de 4 e outra de 6 anos, para explicar que teríamos que sair da nossa casa de 4 quartos para nos mudarmos para um apartamento de apenas 2 quartos até que eu pudesse encontrar outro emprego. Minhas filhas se entreolharam por um momento e, em seguida, a mais nova se virou para mim e perguntou: “Nós vamos todas juntas?” “Sim”, eu respondi. “Ah, então não é grande coisa”, disse ela.

8 – Somos gentis quando reconhecemos a importância do outro em nossas vidas.
Hoje, no nosso 50º aniversário de casamento, ela sorriu para mim e disse: “Eu só desejaria ter te conhecido mais cedo.”

9 – Somos gentis quando o desejo de ofertar um abraço nos faz vencer as distâncias.
Recentemente minha mãe faleceu após uma longa batalha contra o câncer. Meu melhor amigo mora a 2.000 milhas de distância e  me ligou para oferecer algum conforto. Enquanto nos falávamos ao telefone, ele perguntou: “O que você faria se eu aparecesse em sua casa e lhe desse o maior abraço do mundo?” Então ele tocou minha campainha.

10 – Somos gentis quando aceitamos o outro como ele é.
Sou garçonete em uma cafeteria. Hoje, quando dois homens gays entraram de mãos dadas, uma jovem garota perguntou à mãe por que dois homens estavam de mãos dadas. Sua mãe respondeu: “Porque eles se amam”.

11 – Somos gentis quando a nossa vida é colocado a serviço de quem amamos.
Certo dia eu operei uma menininha. Ela precisava de sangue O-. Nós não tínhamos nenhum, mas seu irmão gêmeo também era O- . Então eu o chame e expliquei que era uma questão de vida ou morte. Ele ficou em silêncio por um momento, e então disse adeus a seus pais. Eu não pensei mais nisso até que, depois que nós retiramos seu sangue, e ele perguntou: “Então, quando eu vou morrer?” Ele pensou que estava a dar sua vida pela dela. Felizmente, os dois ficarem bem.

12 – Somos gentis quando as nossas palavras fazem o outro ainda maior do que ele acredita ser.
Hoje, meu filho de 8 anos de idade  me abraçou e disse: “Você é a melhor mãe no mundo inteiro!” Eu sorri e sarcasticamente respondi: “Como você sabe disso? Você não conhece cada mãe que existe no mundo inteiro. “Meu filho me apertou com mais força e disse:” Sim, eu sei. Você é o meu mundo.”

Histórias traduzidas e adaptadas por Josie Conti




23/12/2014

Kelly Clarkson - Silent Night ft. Trisha Yearwood, Reba McEntire

LINDA INTERPRETAÇÃO

UM BRINDE DE BOAS FESTAS AOS  AMIGOS E SEGUIDORES, FELIZ NATAL !

19/12/2014

CONFIANÇA E AÇÃO


Jesus eu confio em tí
Confiança e Ação
Por que te confundes e te agitas diante dos problemas da vida?
Deixas que eu cuide de todas as tuas coisas e tudo será melhor.
Quando tu te entregares a mim, tudo se resolverá com tranquilidade  segundo meus desígnios.
Não te desesperes, não me dirijas  uma oração agitada, como se quisesse exigir o cumprimento dos teus desejos.
Feche os olhos da alma e diga-me com calma: Jesus, eu confio em Ti.
Evite as preocupações, as angústias e os pensamentos sobre o que pode acontecer depois.
Não queiras mudar os meus planos,  querendo impor tuas idéias.
Deixa-me ser Deus em tua vida e atuar com liberdade.
Abandone-se totalmente em mim.
Repouse em mim  e deixe minhas mãos tocar no teu coração.
Diga-me freqüentemente: Jesus, eu confio em Ti.
O que mais te causa danos  são tuas razões, tuas próprias ideias  e tu querer resolver as coisas a tua maneira.
Quando me disseres: Jesus eu confio em Ti, não sejas como o paciente que pede ao médico que o cure e lhe sugere o modo como fazer.
Deixe se levar em meus braços divinos, não tenha medo. EU TE AMO!
Se te parecer que as coisas pioram ou se complicam apesar de tua oração, siga confiando.
Feche os olhos da alma e confia.
Continue dizendo a toda hora: Jesus, eu confio em Ti.
Necessito de tuas mãos livres para fazer minha obra.
Mesmo que a dor seja tão forte, a ponto de derramar lágrimas.
Estarei contigo e com a tua família em todos os momentos.
Diga:  Jesus, eu confio em Ti.
Confia só em mim,  entregue-se a mim, coloque todas as tuas tristezas em minhas mãos,
quero te ver feliz, eu te criei para ser feliz.
Diga-me sempre: Jesus, eu confio em Ti.
E  verás acontecer milagres. 
Eu te prometo por meu amor pois sempre esperarei por ti.
Nunca desistirei de ti.
Tu és meu filho, tu és minha filha, e Eu te amo.
Não tenhas medo, me dê a tua mão.

Assinado: Jesus


CADÊ O NATAL!

Frei Betto

      Cadê o Natal como celebração do nascimento de Jesus? Cadê o presépio na sala, a leitura bíblica em família, as crianças catequizadas pelo significado da festa? Cadê a Missa do Galo, que inspirou um dos mais belos contos de Machado de Assis?
      Serei saudosista? Talvez, sobretudo considerando que a pós-modernidade troca o sólido pelo gasoso, o emblemático pelo mercantil, a irrupção do sentido pela compulsão consumista.
      Eis o sistema, com a sua força incontida de banalizar até mesmo a mais bela festa cristã. Na contramão de Jesus, vamos escorraçando o filho de Deus do espaço religioso e introduzindo as mesas dos cambistas que comercializam os produtos do Papai Noel.
      O velho barbudo pode ser encantador para as crianças, devido à massificação cultural que as induz a preferir Coca-Cola a leite. Contudo, haverá mais mistério no ancião que desce pela chaminé ou na criança que é a própria presença de Deus entre nós?
      Aliás, ao ser inventado, Papai Noel vestia verde. O vermelho foi mercadologicamente imposto pelo mais consumido refrigerante do mundo. Porém, nada tem a ver com a nossa realidade o velhinho que veio do frio.
      Somos um país tropical, jamais andamos de trenó e sequer em nossos zoológicos há renas. Mas, como despertar uma nação secularmente colonizada? Como livrar a cabeça do capacete publicitário? Basta conferir o número de lares que trocam a boa e potável água do filtro de barro pela garrafa pet do supermercado, contendo líquido de salubridade duvidosa.
      Minha mãe, mestra em culinária, contava que, outrora, as madames cariocas, com a cabeça feita pela Belle Époque, pediam no açougue “lombinho francês”. E muitas acreditavam que aquele naco de carne de porco havia cruzado o Atlântico para agradar o paladar refinado de quem, com certeza, achava uma porcaria o porco daqui...
      O grupo de oração de São Paulo, do qual participo, decidiu confraternizar-se com presentes zero. Queremos presenças na celebração. O grupo de Belo Horizonte instituiu o “amigo culto” (e não oculto): sorteada a pessoa, ela recita uma poesia, entoa um canto, narra uma fábula ou conta um “causo” que faça bem à alma.
      Meus amigos Cláudia e Jorge decidiram que, neste ano, nada de shopping! Levarão as crianças ao hospital pediátrico, para que brinquem com os pequenos enfermos.

      Isto, sim, é encontrar Jesus, como reza o evangelho da festa de Cristo Rei: “Estive enfermo e me visitaste” (Mateus 25, 36).

15/12/2014

Vale a pena ver de novo!

Canto da Alegria! Assista o vídeo. É lindo!

Para todos nós que verdadeiramente queremos viver num mundo melhor. 

TU DELFT- AMBULANCE DRONE



CONFORTO MODERNIDADE SOLIDARIEDADE VIDA E SAÚDE

12/12/2014

A EDUCAÇÃO




UM DOS MAIS BELOS TRAJES DA ALMA É A EDUCAÇÃO.

Sabemos que a roupa faz a diferença mas o que não podemos negar é que Falta de Educação, Arrogância, Falta de Humildade, Pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, Grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta.

BASTAM ÀS VEZES APENAS 5 MINUTOS DE CONVERSA PARA QUE O OURO DA VESTIMENTA SE TRANSFORME EM BARRO.

TERCEIRA: BOA RESPOSTA
Um mecânico está desmontando o cabeçote de uma moto, quando ele vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Ele está olhando o mecânico trabalhar. Então o mecânico para e pergunta:
- 'Ei, doutor, posso lhe fazer uma pergunta?'
O cirurgião, um tanto surpreso, concorda e vai até a moto na qual o mecânico está trabalhando. O mecânico se levanta e começa:
- Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Como é então, que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando nosso trabalho é praticamente o mesmo??
Então o cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala bem baixinho para o mecânico:
- 'Você já tentou fazer como eu faço, com o motor funcionando?'
Conclusão:

QUANDO A GENTE PENSA QUE SABE TODAS AS RESPOSTAS, VEM A VIDA E MUDA TODAS AS PERGUNTAS.


01/12/2014

O valor da persistência

A persistência é uma das maiores virtudes do carácter humano. Quem persiste tarde ou cedo acaba por alcançar aquilo que pretende. Muitas vezes a persistência é tomada como teimosia por alguns e ouve-se muitas vezes chamar teimoso a um persistente. Insistir e persistir pode ser a chave do sucesso nos mais variados campos da nossa vida. Claro que tudo na nossa vida deve ter um limite razoável, ou quando não pareceremos umas novas versões de D. quixote lutando contra moinhos de vento. Se bem que muitas vezes um pouco de Quixotismo nos ajude a enfrentar algumas lutas por ai, pobres de nós que não podemos contar com a ajuda valiosa do Sancho Pança. A vida de todos nós, por um motivo ou por outro , assemelha-se em muito a uma odisseia. Passamos a vida a lutar contra os nossos problemas, contra os nossos medos, contra os nossos falhanços, contra as nossas decepções e amarguras. Muitas vezes temos vontade de entregar os pontos, baixar a cabeça e deixar que o tempo coloque tudo no lugar. Só que o tempo não é tão amigo como pensamos, coloca as coisas no lugar, mas de forma alietória, não da forma que desejamos ou sonhamos. Por isso a persistência, a insistência, são ainda as nossas melhores armas para enfrentar o dia a dia. Se um sonho parece querer morrer, não feche os olhos, lute, insista, persista, talvez assim o traga de volta a vida e se não conseguir pelo menos poderá sentir que não foi culpado do fracasso, porque lutou até onde era possível. Sempre que a vida nos pregar uma daquelas partidas usuais, que sempre nos apanham de surpresa, devemos lutar, insistir e persistir, mesmo que não resulte, pelo menos a marca da nossa luta permanecerá indelével para sempre no nosso coração. Cabe a nós e ao nosso bom senso lutar, e discernir quais as lutas que realmente devemos travar e aquelas que são apenas moinhos de vento e contra esses o sensato é recuar e passar de largo!!!

26/11/2014

JUSTIÇA MESMO QUE TARDIA!




A PETROBRAS OU JUSTIÇA A PAULO FRANCIS, AINDA QUE TARDIA

Por Maristela Basso*

Do http://justificando.com/

Paulo Francis morreu em fevereiro de 1997, em Nova Iorque, de um enfarto fulminante do miocárdio, causado em boa parte, pelo desgosto e sentimento de injustiça que corroeu sua alma e seu coração, e nos privou do cara mais chato e irremediavelmente brilhante e encantador que o Brasil já teve.
Paulo Francis estava sob a enorme pressão resultante de um processo judicial ardilosamente proposto contra ele nos Estados Unidos por suposta calúnia contra a Petrobras.
Pouco antes, no Programa de TV a cabo do qual participava, o Manhattan Connection, transmitido pela GNT, à época, Paulo Francis sugeriu a privatização da Petrobras e chamou atenção para o fato de que seus diretores desviavam dinheiro para contas na Suíça, e era preciso investigar. Contudo, Francis não tinha provas. Jornalistas geralmente não as têm. Suas fontes são, em geral, secretas. Elas dizem o que sabem, vivem e veem, e por temerem por suas vidas preferem ficar no anonimato. Nesses casos estamos diante das chamadas “provas diabólicas”: excessivamente difíceis de serem produzidas. A credibilidade de Francis e a solidez do Programa deveriam ser suficientes para dar sustentação à denúncia e justificar a investigação no Brasil. O que não ocorreu, e tivemos que esperar até muito recentemente para que os mandos e desmandos da Petrobras começassem a ser investigados.
Após a denúncia de Paulo Francis, os sete diretores da Petrobras, liderados pelo então Presidente, Joel Rennó, decidiram cobrar reparação judicial pelo suposto dano moral resultante da calúnia que alegaram ter sofrido e, para tanto, buscaram o Poder Judiciário dos Estados Unidos, conhecido pela receptividade desse tipo de ação e por fixar indenizações milionárias. Os diretores da estatal fizeram o que em Direito se chama de “forum shopping”, isto é, recorrer ao judiciário de um país cuja legislação é mais favorável e as decisões dos tribunais mais palatáveis ao caso que se pretende ver julgado.
E assim foi. A Justiça americana mandou Paulo Francis indenizar os diretores em 100 milhões de dólares, mais custas e honorários.
Muitos brasileiros ilustres, em vão, bateram na porta do Presidente Joel Rennó para que desistisse de cobrar de Francis – que não tinha os meios necessários. Francis, em seu calvário melancólico pós-sentença, começou por transferir sua dor moral para uma simples bursite e desta migrou, definitivamente, para uma bomba no seu coração. Lá se foi a figura agridoce mais extraordinária de todos os tempos e um “gentleman” como não se viu mais.
E como seguir agora sabendo que era tudo verdade? E, o pior: a roubalheira era muito maior e que não tão poucos por tanto tempo roubaram tudo que podiam.
Paulo Francis merece ter sua memória recomposta. Sem lhe fazer justiça estamos fadados e nos igualar aos seus algozes. É o mínimo que podemos fazer por ele. Para tanto, é preciso que seus herdeiros e sucessores voltem ao Poder Judiciário americano com uma ação de recuperação da imagem e erro judicial – frente às provas de que dispomos agora. É preciso responsabilizar a Justiça americana da morte de Francis, haja vista que nenhuma sentença pode ser proferida sabendo-se que o condenado não teria os meios de pagar – e que seu cumprimento o levaria à ruína. É preciso que a Justiça americana reconheça que foi usada como “forum shopping” por litigantes de má-fé que deveriam ter ingressado com a ação na Justiça da cidade do Rio de Janeiro, sede da Rede Globo de Televisão, responsável pelo programa “Manhattan Connection”, e local onde os diretores da Petrobras viram e sentiram os efeitos e prejuízos (se houve) do que foi dito por Francis.
A Rede Globo também pode tomar essa iniciativa, afinal de contas o Programa era e é dela.
Errou a Justiça americana. Deixou-se usar à época. Mas os tempos mudaram lá e cá. Não há que se preocupar com a prescrição.
Esta não atinge a nova demanda nos EUA por justiça a Francis. Fatos novos apareceram e com eles um mar de provas. Sem falar que crimes contra os direitos humanos não prescrevem e aqueles do colarinho branco abrem um corredor direto para a prisão nos Estados Unidos.
Entretanto, até que isso aconteça, fica a sugestão de buscarmos consolo em uma discreta risada (mesmo sem ninguém ver) em homenagem a Paulo Francis, pois ele tinha razão.

* Maristela Basso é Professora de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco).

21/11/2014

BATALHA DE PÌRRO






Após a batalha de Ásculo, o rei PÍrro, ao felicitar seus generais depois de verificar as enormes baixas sofridas por seu exército, teria dito que com mais uma vitória daquelas estaria acabado. Desde então, a expressão "vitória de Pirro" é usada para expressar uma conquista cujo esforço tenha sido penoso demais. Uma vitória com ares de derrota.
Eis a sensação dessa vitória apertada de Dilma na reeleição. O Brasil está claramente dividido. A máquina estatal foi colocada a serviço do projeto de poder do partido. Houve denúncias de crime eleitoral, claro terrorismo com os dependentes dos programas assistencialistas, ameaça aos funcionários públicos. As baixarias usadas pela campanha da presidente, antes contra Marina e depois contra Aécio Neves, entrarão para a história como as mais sórdidas da nossa democracia.
Bem que Dilma tinha avisado que faria “o diabo” para vencer. Fez mesmo. E metade do país — a metade mais esclarecida e honesta — ficou estarrecida com o que viu. Nunca antes na história deste país se apelou tanto. O Brasil foi segregado. O “nós contra eles” virou o mantra daqueles que tentam monopolizar o discurso em defesa dos
pobres, mas atendem, na verdade, aos interesses de uma elite corrupta e carcomida.
Os velhos caciques nordestinos celebraram, assim como Maluf e os mensaleiros presos na Papuda. O tirano Fidel Castro também deu pulos de alegria, assim como Nicolás Maduro. Kirchner, que vem destruindo a Argentina de forma acelerada, talvez com inveja da capacidade destrutiva do camarada venezuelano, foi outra que vibrou com a reeleição.
As urnas deram um resultado legal, apesar de denúncias de fraude que deveriam ser averiguadas. Mas qual a legitimidade de uma vitória tão apertada conquistada somente com base nas táticas mais pérfidas e imorais que existem? É uma vitória que colocou boa parte da classe trabalhadora de luto. Aqueles que pagam as contas do populismo petista. Aqueles que não suportam mais tantos impostos, tanta demagogia, tanta roubalheira.
A presidente Dilma falou em união em seu discurso de vitória, mas soa muito falso, não convence. Como ignorar todo o racha fomentado durante sua campanha indecente? Fingir que nada ocorreu é impossível. O país chega completamente partido ao meio por obra do próprio PT, que sempre precisou de inimigos e jamais colocou os interesses nacionais acima do seu projeto de poder.
Além disso, Dilma terá a verdadeira “herança maldita” agora pela frente. Não dará mais para culpar o governo de FHC ou a “crise internacional”, que faz os nossos pares emergentes crescerem o dobro da gente com a metade da taxa de inflação. O que vem por aí — e não será nada bonito de se ver — será colocado totalmente na conta da
“presidenta”. Não haverá mais bodes expiatórios.
A economia, hoje estagnada, vai piorar ainda mais. A inflação, hoje muito elevada, vai subir ainda mais. O desemprego vai subir. A Petrobras, hoje pilhada, será finalmente destruída. E a roubalheira vai seguir seu curso, com a metade dos eleitores cúmplice, conivente. As conquistas sociais estarão em risco, e talvez a esquerda finalmente aprenda que não há dicotomia entre pobres e ricos, entre social e economia.
Nossas frágeis instituições serão testadas ao limite. Dilma herda um escândalo jamais visto, com evidências de desvios bilionários na maior estatal do país, e com o doleiro do próprio partido afirmando que ela e Lula sabiam de tudo. Se a denúncia for confirmada, um processo de impeachment não está descartado. Collor, hoje aliado do PT, caiu por muito menos.
Metade do Brasil finalmente acordou. Os anos de lulopetismo serviram ao menos para isso: despertar a indignação daqueles que são obrigados a pagar a fatura da rresponsabilidade, da incompetência e da corrupção do PT. Estamos cansados. Estamos de luto. E estamos, acima de tudo, vigilantes, atentos, de olho nos próximos passos do governo, que flerta abertamente com regimes opressores que censuram a imprensa independente.
PUBLICIDADE
A reação odienta e raivosa de muitos petistas, mesmo vencedores, demonstra como estão inseguros, tensos. Afinal, o Brasil ainda não é uma Venezuela. Temem ainda a punição legal por tantos anos de falcatruas, por terem permitido que uma quadrilha se instalasse dentro de nossas empresas e instituições. A oposição acordou. Está mais
organizada e tem líder. E não vai assistir passivamente à pilhagem do nosso Estado.
A luta apenas começou. E a vitória deles foi com gosto de derrota, pois sabem que vem chumbo grosso por aí. Quem pariu Mateus que o embale...

Rodrigo Constantino é economista