07/12/2012

BRINCAR AFETUOSAMENTE



PARA QUEM PENSA QUE CÃO E GATO SÃO INIMIGOS, VEJAM SÓ...

05/12/2012

A VELHICE


A velhice existe...

Alguns de nós envelhecemos de vez, porque não amadurecemos:
Envelhecemos quando nos fechamos a novas ideias e nos tornamos radicais.
Envelhecemos quando o novo nos assusta.
Envelhecemos quando pensamos demasiado em nós mesmos, e nos esquecemos dos demais.
Envelhecemos se deixamos de lutar...
Todos nós estamos matriculados na escola da vida onde o Mestre é o Tempo.
A vida só pode ser compreendida se olharmos pra trás.
Mas só pode ser vivida se olharmos pra frente.
Na juventude aprendemos; com a idade, compreendemos…
Os homens são como os vinhos: a idade estraga os ruins, mas aprimora os bons.
Envelhecer não é preocupante. Ser visto como um velho sim que é.
Envelhecer com sabedoria não é envelhecer.
Nos olhos do jovem arde a chama, nos do velho brilha a luz.
Sendo assim, não existe idade, somos nós que a criamos.
Se não crês na idade, não envelhecerás até o dia de sua morte.
Pessoalmente, eu não tenho idade: tenho vida!rsrsrsrs
Não deixes que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do
presente.
Faça da passagem do tempo uma conquista e não uma perda.

04/12/2012

CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI VOLTAR -



O que acontece comigo, que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte, só porque alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco?
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos,pendurávamos no varal junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram, tiveram seus próprios filhos e se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Entregaram-se, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, eu me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Compravam-se para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo casamento, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma, não se conserta. O obsoleto é de fábrica. Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas: o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os seleiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos carros e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava.
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já tem um novo modelo". 
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus! Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher, a mesma e o mesmo nome? Educaram-me para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Porque, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.

Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular  poucos meses depois de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?

Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres. A terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres.

E guardávamos... Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrigerantes!!! Como, para quê? Fazíamos capachos, colocávamos diante da porta para tirar o barro dos sapatos. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar isqueiros descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para isqueiros descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de fiambre, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.

E as pilhas! As pilhas dos primeiros radinhos transistores passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim.

As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: como de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisas para enrolar. Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um embrulho de bananas. E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Cosmopolita era a marca de um fogão que funcionava com gás) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de paus".

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: custava-nos muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis. Aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, nos disseram: comam o sorvete e depois joguem o copinho fora! E nós dizíamos que sim, mas, imagina que a lançávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as rolhas de cortiça esperavam encontrar-se com uma garrafa.

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!! Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o casamento e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Mordo-me para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer! Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno. Não vou dizer que aos velhos se declara a morte quando apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com gel no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar neste mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...


Autoria atribuída a Eduardo Galeano, 
 jornalista uruguaio, escritor de "As veias abertas da América Latina"




01/12/2012

SABERES DIFERENTES


                                                               SABERES DIFERENTES
Narra-se que, num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito e com ar altivo, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não. Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido acrescenta:
É pena... Você perdeu metade de sua vida!
A professora, então, muito social, adentra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não. Responde o remador.
Que pena! - condói-se a mestra. Você perdeu metade de sua vida!
Nisso, uma onda muito forte vira o barco
A professora, então, muito social, adentra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não. Responde o remador.
Que pena! - condói-se a mestra. Você perdeu metade de sua vida!
Nisso, uma onda muito forte vira o barco
O texto do educador Paulo Freire mostra, com bom humor e profundidade, que não há saber maior ou saber menor, apenas saberes diferentes.
Todos somos importantes e sempre temos algo a contribuir para com a sociedade.
Cada um com suas habilidades, na sua área de conhecimento específico, fazemos parte de uma grande engrenagem, tanto na Terra, como no Cosmos.
Para que essa engrenagem funcione bem, os dentes precisam estar bem encaixados, uns oferecendo, outros recebendo e vice-versa
Juntos formamos um organismo completo, onde as pequenas e importantes peças, sempre solidárias entre si, complementam-se, preenchendo as deficiências umas das outras.
A Lei maior do progresso dita que todos, um dia, saberemos tudo sobre tudo. Porém, neste longo caminho a ser trilhado, vamos adquirindo tais conhecimentos gradualmente.
A Sabedoria Divina, sempre fabulosa, faz com que tenhamos uma interdependência entre nós, para que nos ajudemos mutuamente e não nos isolemos.
Desta forma as sociedades precisam dos advogados, das professoras, dos médicos. Mas também carecem dos barqueiros, dos garis, dos músicos, etc.
É nisto que está a beleza da vida, das habilidades que se complementam e se auxiliam para que todos possam não só viver, mas bem viver.
REFLETINDO...

E-MAIL DA AMIGA ISABEL MARTINS

29/11/2012

EMPATIA E SIMPATIA




 SIMPATIA E EMPATIA

Geralmente imaginamos que tanto a simpatia quanto a empatia possuem o mesmo significado.
 Isto não é verdade!
A simpatia é comumente confundida com carisma. 
As pessoas dizem que alguém é simpático quando esta pessoa é agradável, admirável, sorridente. Na verdade, uma pessoa é simpática quando ela consegue compreender e identificar os sentimentos e as emoções, positivos ou negativos, das outras pessoas. Ser simpático é uma forma de se relacionar com as outras pessoas. É uma capacidade que esta ligada ao encontro, ao primeiro momento, quando percebermos os sentimentos das outras pessoas.
A empatia, podemos dizer que é uma capacidade de percepção “mais profunda” dos sentimentos das outras pessoas do que percebemos quando somos simpáticos. 
É a capacidade de perceber o que se passa no íntimo das pessoas. 
A empatia exige mais do que somente reconhecer o estado emocional do outro. 
Nos traz a capacidade de “pensar como a outra pessoa pensaria”, de “sentir como o outro sentiria”, e, principalmente “enxergar as situações e sentimentos como exatamente a outra pessoas vivenciam”.
Ao desenvolvermos a empatia em nós, conseguimos ter o real entendimento, a compreensão das idéias, dos sentimentos, das motivações e intenções dos outros.
Pensar de forma empática significa perceber a realidade do que é importante, significativo e sentido pelo outro. Só tendo a empatia desenvolvida conseguiremos entender realmente o que e como o outro está se sentindo ou pensando. Conseguindo perceber esta diferença não ficamos amarrados em préconceitos, conseguiremos saber que algo que não é importante para mim, pode ser extremamente importante para o outro.
Não tendo a empatia desenvolvida nos limita, nos faz permanecer pensando o mundo e entendendo as pessoas de forma unilateral, concentricamente, não tendo idéia e noção de que existem diferentes formas de pensar, sentir, do que as pessoas elegem como importante e significativo em suas vidas.
A empatia nos permite “vivenciar”, de uma outra forma, experiências de outras pessoas e assim aprender com elas, fazendo com que cresçamos nos tornando pessoas melhores, mais inteligentes percebendo que nem tudo é da forma que EU penso ou sinto.
Faça essa experiência, tente se tornar mais empático com as pessoas e assim você começará a perceber como temos muito o que aprender com as experiências delas! 
E lembre-se: nem tudo é da forma como EU quero ou acredito ser o melhor, o outro pode ser diferente de você e nem por isto estar errado.

28/11/2012

“ O TAMANHO DAS PESSOAS



O tamanho das pessoas varia conforme o seu grau de envolvimento na vida.
Uma pessoa é grande para você, quando fala do que leu e viveu.
Quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
-A amizade; o Respeito; o Carinho; o Zelo; e até mesmo o Amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida,
Quando busca alternativas para o seu crescimento.
Quando sonha junto com você.
É pequena quando se desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende,quando se coloca no lugar do outro,quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês...
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro do relacionamento,
e... pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande...
...Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com essa elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
NOSSO JULGAMENTO é feito, não através de centímetros ou metros, mas de ações e reações, de experiências e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente se torna apenas mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes...
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...
...É  A SUA SENSIBILIDADE, SEM TAMANHO.” 
 Shakespeare

A ULTIMA PEDRA


                                                                Roberto Shinyashiki

Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante.

Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também.

É impossível acertar sempre.
Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando.
A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz com que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece de presente.

Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou porque eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente.

Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.
Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar.
Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar.
Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.

Não importa o que você fez, não se torture.
Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.
Se você sente culpa, perdoe-se.
E, principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.

Não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. 
Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.
Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.
Curta os passarinhos. Eles são os presentes do Universo para você!

27/11/2012

O RIO E O OCEANO



                                                    Osho
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano,
ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados,
e vê à sua frente um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata
de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem ! Avance firme e torne-se Oceano!


24/11/2012

RECEITA DE CASA

de Lia Luft
Uma casa deve ter varandas para sonhar,

cantos confortáveis para chorar,
salas bonitas para os amigos bem receber,
cantos para os segredos desabafar,
para as confidências, e para o bem amar.

Uma casa precisa um ninho ser,
pois o amor precisa de espaço pra crescer,
de alguns empurrões pra saltar e voar,
muita liberdade para querer ficar,
alguns espaços para conceber e procriar,
jardins para a alegria plantar.

Uma casa precisa de muito amor,
cuidados para não ter medo de alguém partir,
um pouco de ciúmes pra proteger,
amizade para o companheirismo perdurar,
o dom de sempre surpreender,
e enfeitiçar sempre para durar.

Uma casa precisa ser um bom e doce lar,
com muita cumplicidade a esbanjar,
união e somatório pra ter sempre o que dar,
família grande pra ter a vida sempre a se doar,
um grande amor - lógico - pra nos realizar."

texto de “Receita de Casa” (Facebook)



EcoCasa Portuguesa

23/11/2012

"RIFA"


                
                               Clarice Lispector


Rifa-se um coração quase novo. 
Um coração idealista. 
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga. 
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões. 
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. 
Um leviano e precipitado, coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...". 
Um idealista... 
Um verdadeiro sonhador... 
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo. 
Rifa-se este desequilibrado emocional que, abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: " O Senhor poder conferir", eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. 
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e, a ter a petulância de se aventurar como poeta.

20/11/2012

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA




 Consciência Negra 
 Sou a alma que ontem nasceu no mundo. 
 Sou filha da África,  
 Dos olhos de pérolas,
 Do sorriso de mar...


Do blog" Estela Barbosa Slides"

INICIANDO A JORNADA

LAIR RIBEIRO


Como você está?
Conseguiu realizar todos os seus sonhos?
Será que já desistiu de sonhar?
Quantas coisas você deixou de fazer porque achou que não daria certo?
Está satisfeito com o que já conquistou na vida ou quer mais?
Afinal o que falta para ter a vida que sempre quis?
Talvez você não saiba o que falta, mas quer saber:
OTIMO!
Então vamos iniciar a jornada pessoal para Saber Viver...
Quem sabe viver tem sucesso e é feliz.
É, a vida!
A vida é assim: quem sabe viver vai atrás de seus sonhos e, quando alcança, ganha o sucesso como recompensa!
Felicidade é outra coisa.
Uma é uma coisa. Outra coisa...
Bem, outra coisa pode ser outra coisa ou pode ser a mesma coisa. 
Sucesso é sucesso.
Felicidade é felicidade.
São coisas diferentes, mas podem ser a mesma coisa...
SUCESSO É CONSEGUIR O QUE QUER.
FELICIDADE É QUERER O QUE SE CONSEGUIU...

DICA IMPORTANTE


Repassando...   
Dica interessante
O que você faz com o fermento em Pó fora da validade ?
Da próxima vez que você pensar em jogar fora experimente na limpeza de azulejos e inox.

Misture 5 colheres de sopa de fermento em pó vencido com 1 litro de água. Ensope uma bucha e esfregue o local.

Agitando a mistura sempre que for ensopar a bucha, o seu banheiro e cozinha  vão agradecer. A pia do banheiro FICA limpinha e todo o material de inox que você tiver no banheiro também.

Experimente!!! Nunca mais você vai jogar fermento vencido no lixo.
Eu faço a minha parte. Trabalho, divulgo e espero que todos façamos  A nossa. Reciclagem é reaproveitamento de materiais.
Separe o lixo, economize as reservas naturais, o mundo não está Aqui apenas para nos servir...

Recicle, Reaproveite, Reutilize.

16/11/2012

고래야 - 하얀 날개 (ASA BRANCA)



 Luiz Gonzaga do outro lado do mundo...
E a 'ASA BRANCA" bateu asas e voou... pelo mundo e foi até a Coréia...

Veja

15/11/2012

"DE ANJO A DEMÔNIO"


De "anjo a demônio", imprensa internacional critica pênalti de Neymar.

Não acompanho nem entendo muito de futebol mas, quando a seleção brasileira joga, é diferente, paro para assistir e fiquei decepcionada ontem com a falta de controle emocional dos jogadores brasileiros, tantas jogadas desperdiçadas! 
O empate entre Brasil e Colômbia, por 1 a 1, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, teve Neymar como o grande protagonista do confronto: o atacante santista marcou o gol de empate da Seleção, mas na hora de se consagrar, acabou desperdiçando uma cobrança de pênalti no final do duelo. A imprensa internacional não perdoou o ato falho do brasileiro, que mandou para "as nuvens" a chance de coroar a milésima partida da Seleção Brasileira com uma vitória.
Errar é humano, não se acerta sempre, mas ficamos decepcionados!
"O Neymar foi o "anjo e o demônio" da atuação brasileira diante de uma seleção da Colômbia, que "jogou água na festa" verde e amarela. O atacante tinha tudo para ser o herói da milésima partida do Brasil, mas acabou mandando a oportunidade de ouro "para as nuvens".
Na verdade o técno brasileiro terá muito trabalho pela frente para preparar os titulares que disputarão a Copa das Confederações, em 2013, física e psiquicamente.
É esperar pra ver!