11/04/2011

JAPÃO, .


Se os políticos brasileiros tivessem o conhecimento e a prática diária destes costumes, não roubariam tanto o dinheiro que deveria ser usado para o bem de toda a nossa nação.
Teríamos um país muito melhor para TODOS , sem estas desigualdades absurdas que ocorrem aqui. Os hospitais atenderiam bem e humanamente, as escolas dariam ensino de qualidade , todos teriam moradia decente e condições de sobrevivência digna . Sem o péssimo exemplo deles , não teríamos tanta gente imitando a bandidagem dos calhordas que enganam com mentiras  constantes e trapaças maquiavélicas. Não haveriam tantos crimes , tráfico destruindo pessoas , famílias e a sociedade. Por lá não se vê isso...  É questão de vergonha na cara . É pensar no próximo como em si mesmo. É ter noção de comunidade . Como se pode roubar tanto e ver seus compatriotas sem ter o que comer, vestir , aprender , divertir. Quando morre um político é que se vê a frieza , o fingimento e mau caráter dessas pessoas. Quanta mentira , somente para ganhar votos do eleitor ....

JAPÃO Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da
difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.
Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo
de duas maneiras.
A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos
perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.
A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.
Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os
banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.
Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando
de remédios perdidos, mas esperaram sua vez também para receber água, usar o
telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos,
com pouquíssima água.
Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e
coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.
Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve
a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.
Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave.
Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver.
Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta.
Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.
Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos,
necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e
respeitadas.
O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim,
perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e
cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem
estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram
gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas
– quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as
ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que:
“somos um só povo e um só país”.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas.
Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.
Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.
Havia pessoas suas conhecidas na tragédia, me perguntaram?
-E só posso dizer: todas.
Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.
Mãos em prece (gassho)
Monja Cohen

08/04/2011

TRAGÉDIA NUM COLÉGIO DO RIO DE JANEIRO

Tragédia no Rio


Foto do causador da tragédia e movimento na porta da escola

Falar de tragédias, principalmente envolvendo crianças, é tão dificil, envolve nosso sentimento maternal e nosso sentimento de fraternidade.
Pesa sobre nossos ombros a responsabilidade de preparar-lhes um mundo acolhedor, seguro, onde possam desenvolver seus potenciais sem medo e traumas,tranquilos e seguros de sí, para que se tornem adultos responsáveis, produtivos, conscientes e felizes!
Acontecimentos dessa natureza demonstram como a juventude de hoje, está longe de ser feliz! Dizem que o homem é produto do meio, será responsabilidade nossa a formação e educação deste jovem tresloucado, um monstro de pessoa ou será uma vítima!
Até onde chega nossa responsabilidade?
Ele...
Nasceu do amor dos pais, ou de um descuido!
Foi desejado e foi amado como deveria!
Recebeu educação e formação?
Não se sentia um rejeitado?
Se sentia excluido e humilhado?
Será que ninguem observou nele, não viu que era diferente e precisava de ajuda?
Teria recebido esta ajuda?
 Tão jovem e insatisfeito, a vida lhe pesava, e devia pesar muito, por isso não ela não tinha sentido!
 A escola, a familia não perceberam esta necessidade?
Nunca, nenhum médico alertou a familia?
Professores especializados não perceberam?
 Deixavam os colegas o ridicularizarem?
São tantas as perguntas que me faço sem respostas, nesta altura dos acontecimentos.
Lamento muito, muito mesmo estas crianças inocentementes ceifadas tão precocemente da vida, por um psicopata. NUnca a situação poderia chegar a este ponto, mas, chegou!
Onde está o erro???
Lamento pelo sofrimento destes pais e parentes por ele covardemente agredidos.
E sinto muito também pelos familiares do outro ser humano, seria?
Mesmo que degenerado pela loucura, pelos momentos de dor e revolta que deveria ter curtido sózinho, durante tantos e tantos anos e ninguem lhe ajudou ou percebeu!
A solidão foi tanta que lhe proporciona tempo suficiente de projetar e programar-se e aprender a manejar uma arma e cometer tão hediondo crime!
Onde e com quem aprendeu a atirar?
Desde quando aprendeu?
Quantas e quantas horas ficou só consigo mesmo!
Fomos criados para vivermos em comunidade, brincando, brigando, amando uns aos outros, partilhando tudo!
Não, viver na solidão. Quando isso acontece é nisso que dá! !!
Precisamos abrir nossos olhos de pais e educadores, de amigos e familiares e olharmos ao nosso redor, passar a observar o que acontece do lado e procurar ajudar naquilo que tiver ao nosso alcance e interferir e não estando ao nosso alcance entrar em contato quem pode e assim nos completar para ajudar...
Estou triste, como ja me sentí em algumas outras ocasiões, ontem fraquejei, não fui ninguém, tirou-me do prumo.
Hoje, passado o susto, em superação, senti necessidade de por pra fora tudo que  remoia na alma...







06/04/2011

BLOG PARA MARIA BETÂNIA



Ví esta notícia no blog Sempre Jovem, resolví trazer aqui.
São notícias que nos fazem repensar nossas atitudes, quase sempre, fleumáticas e pacivas.

05/04/2011

MÃOS DA MINHA MÃE!!!

FOTO DO "BLOG ESPELHO MEU"
Transcrita do Blog Sempre Jovem, ontem, onde também colaboro, para o (ccelle ornamental).
Agora há pouco, me encontrava pensativa, preocupada, refletindo sobre nossos problemas e necessidades, e não sei porque, lembrei-me da minha mãe, falecida a pouco mais de quatro anos, aos 90 anos de idade. Que saudades!
Lembrei-me de um dia que fui visitá-la, assentei do seu lado para conversar um pouco, ela largou o biquinho de croche que estava passando numa toalha, guardou a agulha para me dar mais atenção. Uma coisinha gostosa ela era!!!
Ficava tão feliz com nossas visitas!
 Olhou-me nos olhos, tomou minhas mãos entre as suas acariciando-as com suas mãos frias, finas e frágeis, me disse assim: filha, ja pensou no valor de suas mãos?
-Assustei-me. Eu nunca havia pensado nelas.
 Quantas coisas ja fez por você, me disse!
 Disse mais...
Estas minhas mãos, ainda que enrrugadas, secas e débeis, tem sido as ferramentas importantes, que usei durante toda minha vida! Elas puseram comida em minha boca, ja vestiram meu corpo. Escreveram cartas às amigas. Ainda criança, minha mãe me ensinou a uni-las em oração.
Amarraram meus sapatos, calçaram minhas botas, pentearam meus cabelos. Ja estiveram enfeitadas com esmaltes e aneis, ja tremeram ao receber esta aliança que seu pai colocou no dia do nosso casamento e que nunca tirei. Já estiveram sujas, esfoladas e ásperas, já alimentaram e trocaram fraldas em todos vocês, meus filhos e dos bisnetos também, ja com mais dificuldades. Com elas embalei seus  bercinhos e dei-lhes remédios. Tremeram também, quando das emoções sentidas, nos progressos alcançados e êxitos que vêm conquistando pela vida...
 E até hoje, quando quase nada mais em mim funciona bem, elas me ajudam a levantar da cama e da cadeira e ainda se juntam para rezar por vocês e agradecer a felicidade de te-los criado.
São estas mesmas mãos, minha filha, que Deus tomará entre as Suas , quando diante dele eu ficar!
Na verdade, estas mãos são uma benção!
Minhas mãos tremeram e meu corpo deu aquela sacudida, voltei pra realidade!
Acordei... tinha os olhos marejados, olhei e valorizei minhas mãos e pedí a Deus que me ensinasse a usa-las somente para fazer o bem, trabalhar honestamente e dar carinho e amparo a quem necessitar...
Sinto-me em paz!

01/04/2011

O CANTO DO UIRAPURU

LENDA DA AMAZÔNIA

            DESLIGUE O SOM DO PLAYLIST

PRIMEIRO DE ABRIL- PEGADINHAS-


Pegadinhas de primeiro de abril podem causar desconforto.
O que faz uma piada ou brincadeira ser engraçada?
 As brincadeiras feitas no primeiro de abril nem sempre são bem recebidas pelas pessoas, e podem às vezes causar desconforto.Sabemos que as piadas desempenham um papel nos relacionamentos humanos. São brincadeiras que podem ser bem aceitas por alguns, mais bem humorados, ou rejeitadas por outros, que se intimidam.
“Nós rimos para deixar as pessoas confortáveis, para mostrar aprovação, contribuir com nossa energia para mostrando que estamos brincando ou fazendo gracinhas, que nós não somos perigosos, para mostrar que nós ‘entendemos a situação’. Frequentemente rimos de também de nervosismo”. 
As pegadinhas que são de alguma forma justificadas têm mais sucesso. “Muitos observaram que a compaixão é o inimigo do humor. A maioria de nós para de rir se alguém se machuca”.
Nem sempre ser o tolo é algo engraçado, e quando alguém se magoa ou sofre danos físicos, a piada perde a graça.
 Eu particularmente, não gosto do quadro das pegadinhas do Faustão, são quedas muitas vezes graves e chocantes que não vejo graça e sinto compaixão.  Muitos daqueles tombos podem  aleijar  ou matar as vítimas, e não vejo por que rir de algo perigoso. O engraçado seria  quedas inocentes e inofensivas, que provocassem risos espontâneos,“humor ou mentirinhas leves e engraçadas...apenas”...

31/03/2011

JABUTICABEIRAS


JABUTICABEIRAS EM FLORAÇÃO
A jabuticaba, jaboticaba ou jabuticabeira é uma árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica.
A árvore, de até 10 m de altura, tem tronco claro manchado, liso, com até 40 cm de diâmetro.As folhas, simples, tem até 7 cm de comprimento.
Floresce na primavera e verão, produzindo grande quantidade de frutos. As flores (e os frutos) crescem em aglomerados no tronco e ramos.
É uma das frutíferas mais cultivadas, desde o Brasil colônia, em pomares domésticos.

No Brasil, é encontrada em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Sul.Mais comum em planícies aluviais da beira de rios e baixadas da mata pluvial e das submatas de altitude, principalmente de pinhais; é rara na mata primária sombria.

A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. O suco extraído da jabuticaba é culturalmente chamado em Minas Gerais de "jabuticabada", nome que já se espalhou por todo o Brasil. A famosa jabuticabada era usada por muitas tribos indígenas para alimentar principalmente gestantes, por ser rica em ferro.

 Para manter úmido, uma boa dica é colocar uma garrafa grande com um furo na base cheia de água ao lado do tronco. Porém regas constantes são indispensáveis para uma boa colheita.

A taxa de germinação das sementes de jabuticaba é baixa. A planta jovem precisa ser mantida em ambiente semi-sombreado nos primeiros meses de vida. É preciso manter a terra sempre úmida, regar constantemente e podar os ramos baixos. Entre-safras é necessário escovar o tronco e os galhos para retirar cascas e resíduos das frutas e/ou flores antigas. 

Para colher, espere os frutos estarem bem maduros, bem pretos e brilhantes. Quanto mais maduros, mais doces serão os frutos.
 

Não produz no nordeste porque não é dada a climas muito secos.
Também não é comercial. Logo que colhida tem que ser consumida. Aliás, é de se saber que a jabuticaba é boa de ser chupada no pé. Além do mais, requer certo cuidado ao ser consumida, porque se trata de uma fruta cheia de caroços. E esses caroços no aparelho digestivo são congestionantes, ou seja, entulha os intestinos do ávido comilão que vem a pagar caro pelo descuido. Lembro-me, sempre, quando estou chupando jabuticaba, do meu pai dizendo: “cuidado crianças, isso intope”!
E quantas vezes ja nos vimos nestas condições, quando eramos pequenos?

 A meninada comumente pulava as cercas a fim de associarem aos passarinhos, em busca de frutas maduras. E eu, moleca no meio dos meninos, para não ser diferente, também fazia isso,  quando meu irmão quase morreu ao cair de um pé de jabuticaba...
Eu nunca mais me arrisquei a entrar num pomar alheio. Aliás, como ladra de frutas, nos quintais, eu não fui nada bem sucedida... 

30/03/2011

ADEUS, GUERREIRO

EU NÃO TENHO MEDO DA MORTE E SIM DA DESONRA...
UM ESCOTEIRO SORRI ATÉ NAS DESVENTURAS

O BRASIL parou para lamentar a perda e acompanhar com muito pezar o funeral do ex-vice-presidente da República, José de Alencar Gomes da Silva!
Como todo brasileiro estou triste!
Mas, ele descansou!!!
A dor da perda uniu internautas do mundo todo.
 Ontem, com a notícia, as sessões da Câmara e do Senado foram suspensas para as homenagens à este grande Homem Público. Sempre de bom humor, um brasileiro que honrou seu país, com muita dignidade!
José Alencar foi um grande lutador. Sua vida toda foi de lutas e glórias. Começou sua vida numa cidadezinha mineira como balconista, desenvolveu e cresceu com muita bravura e tornou-se um renomado empresário. Ocupou vários órgãos e entidades empresariais e entrou na carreira política se tornando senador por Minas Gerais e depois chegou ao cargo de vice- presidente da República.
Seu calvário durou 13 anos, mais ou menos. Desde que foi retirado seu primeiro câncer, foi operado 17 vezes, vencendo a morte várias vezes.
É dele a famosa frase: Não tenho medo da morte, mas da desonra!
Dilma estava juntamente com Lula em visita a Portugal quando soube de seu passamento, e mocionada decretou luto oficial por 7 dias, antecipando sua volta, vindo participar das homenagens prestadas à ele. E Lula que a acompanhava, chorou  a perda de seu grande amigo, pareceu-me sincero!
o Brasil está de luto...
Morreu um grande brasileiro que, nos deu prova de seu grande amor à vida!

29/03/2011

ALGUMAS ÁRVORES FRUTÍFERAS




jabuticabeira
  



mexeriqueira
  


laranjeira
  


pessegueiro
 
cajueiro
 


mangueira
  Imagens da net.


28/03/2011

O CAMPONÊS

Que dom maravilhoso, a arte de expressar sentimentos !
Eles nos tocam, elevam, embriagam-nos, trazendo sonhos por muitas vezes contidos, escondidos, envolventes.
"O CAMPONÊS"

O sol castiga...
Choveu demais...
Dinheiro é pouco
Fraca é a colheita
Crédito raro...

Mas, mesmo assim,
é madrugada,
lá vem o sol.
Salta do leito;
enxada ao ombro
desce ao roçado.

Cavando o chão,
abrem-se as covas
choveu, terra molhada.
A terra é fértil.
Deita-lhe a benção
chamada semente.

Germinação...
primeiro broto...
Explode o verde
campo plantado
O tempo è bom
Deus ajudou.

Abrem-se as flores
Crescem as bagas
É sol, é chuva,
É chuva, é sol
tão bem dosados...


Passam-se os meses,
Vem a colheita
farta e bonita...

Hoje, sentados
na nossa mesa
ante o alimento,
nós contemplamos
tão satisfeitos
a esperança
de alguém que plantou.


De M. A. Matos de Melo

                                       o texto que lhes trouxe, hoje...

BARACK OBAMA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou Brasilia e o Rio de Janeiro nos dias , (10 e11 de março de 2011) como parte de uma viagem à América Latina que acabou ofuscada pelo ataque aéreo norte-americano e europeu às forças de Muammar Gaddafi na Líbia.
Obama procura melhorar relações com o Brasil depois de um período marcado por tensões e negligência, durante o qual a China superou os Estados Unidos como principal parceiro comercial brasileiro.
O Itamaraty comemorou o resultado da visita. O porta-voz disse que o encontro de Obama com a presidente Dilma Rousseff superou as expectativas, especialmente no que diz respeito à relação pessoal entre os dois governantes
 Admitiu que as palavras de Obama no Palácio do Planalto ficaram aquém do que o governo brasileiro gostaria, no que diz respeito a indicação de seu nome para assumir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

DANCING NOT CRAYNG


O impossível acontece...
È emocionante e nos mostra que o impossível só demora um pouco mais para acontecer.
 

VALE A PENA VER 1000 VEZES!!! 
 ( QUE ESPETÁCULO )

25/03/2011

A MAÇÃ E OUTROS SABORES




“A memória é um poder estranho.
Ela guarda coisas nas suas gavetas que nem sabemos que existem.
Não adianta tentar abrir estas gavetas. Elas não abrem.
Elas só abrem quando querem.
Pois, assim aconteceu.
Uma gaveta se abriu e dentro dela havia uma maçã vermelha, embrulhada num papel de seda amarelo.
Era minha primeira maçã.”...

O outono no emisfério norte é quando o vento frio chega e sopra, endurecendo as orelhas, avermelhando o nariz e as folhas, tocadas pela geada, entram em agonia. O outono por aquelas bandas é a coisa mais bonita que existe!
Tão bonito que dói!
Dói porque é uma beleza que diz adeus. As folhas das árvores transfiguram-se.
Explodem em cores que estavam escondidas.
Felizes aquelas folhas! Como elas morrem tranqüilas! Como elas morrem belas!
Assim é o outono.
O outono é o tempo das maçãs. Havia uma cesta cheinha de maçãs.
O cheiro das maçãs se mistura com o cheiro das folhas que cobrem o chão.
“Eu amo maçãs...”
Maçãs simplesmente, sem metáforas; sua forma, seu cheiro, sua cor, seu gosto.
As maçãs, elas mesmas...”
Só que, você nunca comerá a maçã que eu estou comendo, ainda que, você morda no mesmo lugar onde eu a mordi, e eu, nunca comerei a maçã que você está comendo, ainda que eu morda, no mesmo lugar em que você a mordeu.
Na verdade a minha maçã estava cheia de outono, de folhas amarelas, de folhas vermelhas de geadas, de cheiro de folhas no chão, de nostalgia.
Dentro de cada maçã havia o mundo deles, comendo a maçã, se come também o mundo que havia nela.
Era minha primeira maçã!
Era véspera de natal.
Eu era uma criança pequena.
Meu pai estava viajando. Voltaria a tempo? Voltou.
Trouxe-me presentes. Não me lembro bem de nenhum deles. Mas, me trouxe uma maçã vermelha embrulhada num papel de seda amarelo. Naquele tempo, naquele lugar, uma maçã era uma fruta encantada que crescia muito longe, em outros países. Atravessava mares para aqui chegar. Havia mangas, jabuticabas, bananas, laranjas, mexericas, pitangas, mas, maçã não havia.
Mas, eu ganhei uma maçã. Era a única menina em minha cidade a ter uma maçã.
Eu não mordia a maçã, se eu comece a maçã, deixaria de ser a menina que tinha uma maçã.
Não queria machucá-la.
Segurava-a. Polia-a para que ficasse mais brilhante...
Hoje, tenho uma relação ambígua com as maçãs. Nos supermercados perderam seu encantamento. Já não vêm embrulhadas em papel amarelo.
Mas, vez por outra, eu me comovo: gostaria que meu pai me desse, novamente, como presente de Natal, uma maçã...

Lendo Rubem Alves, descobri que não apenas ele e eu mas, outras pessoas possuem, fechadas numa de suas gavetas, sua 1ª maçãzinha...


Neste espaço estarei reunindos trechos de obras, letras de músicas, citações, poesias e qualquer outra manifestação artística que tenha me tocado de alguma forma, levando-me à reflexão e ampliando a minha maneira de perceber a vida.

Bem vindos!
...o escolhido: Rubem Alves.

24/03/2011

"UM ADEVOGADO DUS BÃO..."


 


      Dizem que aconteceu em Minas Gerais , em Ubá, cidade onde
nasceu o genial compositor Ary Barroso.

      Na cidade havia um senhor, cujo apelido era Cabeçudo. Nascera
com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil,
fácil, uma dúzia de laranjas.

      Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.

      Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os
tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer
que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:

      'Tudo bom Cabeçudo'?

      O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara
sempre zombando dele.

      Um dia, depois do milésimo tapão na sua cabeça, o Cabeçudo
meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora.

      A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.

      Não houve jeito de encontrar um advogado pra defendê-lo, pois
o crime tinha muitas testemunhas.

      Depois de apelarem pra advogados de Minas e do Rio, sem
sucesso algum, resolveram procurar um tal de 'Zé Caneado', advogado
que há muito  tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido
indicava, vivia de porre.

      Pois não é que o 'Zé Caneado' aceitou o caso? Passou a semana
anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca!

      Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua defesa assim:

      - Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

      Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:

      - Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri..

      Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

      - Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.

      Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:

      - Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

      E o promotor:

      - A defesa está tentando ridicularizar esta corte!

      O juiz:

      - Advirto ao advogado de defesa que, se não apresentar
imediatamente os seus argumentos...

      Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:

      - Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

      O juiz não agüentou:

      - Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando
que a justiça é motivo de zombaria?
      Ponha-se daqui pra fora, antes que eu mande prendê-lo.

      Foi então que o Zé Caneado disse:

      -Senhoras e Senhores jurados, esta Côrte chegou ao ponto em
que eu queria chegar...

      Vejam que, se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é
meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são
dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam
de prisão..., pensem então na situação deste pobre homem, que durante
quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo!

      Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.

     "" Mais vale um 'Bêbado Inteligente'
                         do que um 'Alcoólatra Anônimo!""
                                                    Rsrsrs...

23/03/2011

REMINISCÊNCIAS

 Morreu nesta quarta-feira (23), em Los Angeles, aos 79 anos, a atriz Elizabeth Taylor.
"Minha mãe era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor, e amor. Apesar de sua morte ser devastadora para aqueles que a mantiveram tão próxima e de forma tão querida, sempre seremos inspirados por sua contribuição duradoura", disse o filho da atriz, Michael Wilding."

  Liz, como era conhecida, teve uma vida marcada por polêmicas. Foi considerada uma das mulheres mais belas de seu tempo, com os famosos olhos cor de violeta. Seu ex-marido Richard Burton disse que eles eram "tão sexies que equivaliam a pornografia".
Tão vibrante quanto o olhar era a sua coleção de joias, que só fez aumentar ao longo de oito casamentos.
Recebeu dois Oscars por seu trabalho em "Quem tem medo de Virgina Woolf" e "Disque butterfield 8".