03/07/2013

VIAJAR

M.A.MATOS DE MELO

Que faço eu, flor dos trópicos,
nascida em plena manhã de Abril,
quando os dias são claros, céu azul,
noites suaves e estreladas,
neste País, distante, onde o frio
é constante, águas volumosas e geladas,
impenetráveis glaciares, florestas, tundras e estepes?
Toda beleza do meu País,
seu calor, e sua gente exuberante
que surpreende a gente fria cá do Norte,
que tem também a sua  beleza própria,
sua elegância, seu paladar diferente!
E eu aqui, peregrino do saber,
procuro conhecer um pouco mais,
sempre mais, o que nos reserva
cada canto desse mundo
tão gigante e tão diverso!
...E aqui vou eu.

Bergen. (Noruega) 17//06/2013


SEM PALAVRAS

ESTA MENINA PERDEU A MÃE NA GUERRA.
NO PÁTIO DO ORFANATO DESENHOU-A COM GIZ E ACONCHEGOU-SE NUM COLO QUE NÃO EXISTE MAIS DEIXANDO FORA AS SANDÁLIAS PARA RESPEITA-LA COMO MANDA A CULTURA COREANA AO ENTRAR NUM LUGAR SANTO.

"O AMOR FAZ DO OUTRO SAGRADO"

02/07/2013

JOAQUIM BARBOSA DETONA O PT E A DILMA.


MANIFESTANTES ESTÃO USANDO VOCÊ...

NA MONTANHA

M.A.Matos de Melo

Estendo a mão, com cuidado
 e quase posso acariciar uma nuvem,
ou a lua, que de tão próxima
faz-me sentir a noite
em meu próprio corpo.
Expande-me a consciência
profunda, nesse instante
e toda a essência de minha alma,
sem deixar de ser matéria,
no limite em que me encerro,
faz-me chegar mesmo à perfeição
desse momento único de reflexão.

S. Petersburgo, junho 2013

NOSFIORDS

                                                                        M.A.Matos de Melo
O resto de Primavera
na paisagem fria do Norte,
mostra a luz que quase não se apaga,
no milagre do Sol que no horizonte
tinge de dourado e rubro as águas 
do Mar do Norte.
E eu nesse caminhar contra o vento,
respirando o ar perfumado
por mil flores que conheço,
vejo céu e terra que se confundem:
Qual é um, qual é a outra?
È nesse momento que a beleza
nos inunda e  que a natureza
nos mostra Deus tão perto
que é quase possível toca-Lo.
O silêncio sussurra a meus ouvidos
o som que emana da vida,
cantando a doce canção que diz assim:
É Deus no mundo e Ele está em mim.

S. Petersburgo, 21/06/2013

27/06/2013

21/05/2013

CONTRATAÇÃO DE MEDICOS CUBANOS


O que há por trás da contratação dos médicos cubanos.

17/05/2013

OUÇA DA SUA PRÓPRIA BOCA...

Vejam este vídeo:

ASSISTA A ESSE CURTÍSSIMO VÍDEO E TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES.

15/05/2013

SENZALA E VIDA ESCRAVA


          13 de Maio de 1888 - Abolição da Escravatura no Brasil

SOUND OF SILENCE - Simon & Garfunkel -







Pessoal, é bom também ler o histórico, abaixo da letra!


http://youtu.be/JOPNVdl6GRY

The Sound of Silence (Tradução)

O Som do Silêncio

Olá escuridão, minha velha amiga
Vim conversar com você de novo
Porque uma visão um pouco arrepiante
Deixou sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece dentro do som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a luz das lampadas da rua
Levantei minha lapela para me proteger do frio e umidade

Quando meus olhos foram apunhalados
Pelo brilho de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas, talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar

Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
E ninguém ousava
Perturbar o som do silêncio

"Tolos", eu disse, vocês não sabem:
Silêncio é como um câncer que cresce
Ouçam as palavras que eu possa lhes ensinar
Tomem os braços que eu possa lhes estender"
Mas minhas palavras caíam como gotas silenciosas de chuva
E ecoavam no poço do silêncio

E as pessoas curvavam-se e rezavam
Ao Deus de néon que elas criaram
E o sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estava formando

E o sinal dizia,
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores das casas"
E sussurravam no som do silêncio

"The Sounds of Silence" é uma canção folk gravada pela dupla Simon & Garfunkel, alcançou popularidade na década de 1960. Foi escrita em fevereiro de 1964 pelo cantor e compositor Paul Simon na sequência do assassinato de John F. Kennedy em 1963.1 Uma versão inicial preferida pela banda foi remixada e suavizada, e tornou-se conhecida como "lançamento quintessencial do folk rock".2
A canção apresenta Simon na guitarra acústica e ambos cantando. Ela foi originalmente gravada como uma parte acústica para seu primeiro álbum Wednesday Morning, 3 A.M. em 1964, mas por iniciativa do produtor da gravadora, Tom Wilson, mais tarde foi sobreposta com tambores (Bobby Gregg), baixo elétrico (Bob Bushnell) e guitarra (Al Gorgoni), tudo sem o conhecimento ou a participação de Simon & Garfunkel e relançado como single em setembro de 1965.3 4 O single atingiu número um no dia de Ano-Novo de 1966 e foi incluída no álbum de 1966, Sounds of Silence.
"The Sound of Silence" foi originalmente chamada "The Sounds of Silence" e foi intitulada dessa forma nos primeiros álbuns em que apareceu e no lançamento do primeiro single; apenas em compilações mais tarde seria renomeada "The Sound of Silence". Tanto no singular como no plural aparecem nas letras.
A música, além de ter sido o primeiro grande sucesso da dupla, tornou-se também célebre como parte da trilha sonora do filme The Graduate5 , de 1968 e também do filme Watchmen lançado em 2009. A canção também é usada como introdução na turnê 'Nightmare After Christmas da banda Avenged Sevenfold.



13/05/2013

"NÃO QUERO TER FILHOS



Vi este fragmento (abaixo) no blog de uma amiga e achei interessante partilhar com vocês. Não partilho o radicalismo, nem me parece ser a proposta do texto. 
Achei de uma honestidade elementar e concordo com o ponto de vista da autora sob vários aspectos, inclusive no de lembrar a responsabilidade de ser mãe. 
Não basta colocar no mundo, trata-se de cuidar, educar, dar uma boa formação de caráter - para tanto, há de se ter essa boa formação... 
- e, enfim, não colocar para fora um "pedaço" de gente que achamos ser um pedaço da gente para tapar um buraco no qual não soubemos que peça colocar.
Não ao radicalismo e sim à reflexão!
E para todas as mamães que conseguem ser mamães de si mesmas... 
Para todas as mamães que conseguem amar seus filhos sem exigir nada em troca... 
Para todas as mamães que aceitam as diferenças entre elas e os filhos...
 Deixo aqui os meus parabéns pelo Dia das Mães.

"FILHO É PARA QUEM PODE"
Por *Mônica Montone

Eu, não posso! Apesar de ser biologicamente saudável.

Não posso porque desconheço o poço sem fundo das minhas vontades, porque às vezes sou meio dona da verdade e porque não acredito que um filho há de me resgatar daquilo que não entendo ou aceito em mim.

Acredito que a convivência é um exercício que nos eleva e nos torna melhores, mas, esperar que um filho reflita a imagem que sonhamos ter é no mínimo crueldade.

Não há garantias de amor eterno e o olhar de um filho não é um vestido de seda azul ou um terno com corte ideal. Gerar um fruto com o único intuito de ser perfumada por ele no futuro é praticamente assinar uma sentença de sal.

Filhos não são pílulas contra a monotonia, pílulas da salvação de uma vida vazia e sem sentido, pílula “trago seu marido de volta em 9 meses”.

Penso que antes de cogitar a hipótese de engravidar, toda mulher deveria se perguntar: eu sou capaz de aceitar que apesar de dar a luz a um ser ele não será um pedaço de mim e portanto, não deverá ser igual a mim? Eu sou capaz de me fazer feliz sem que alguém esteja ao meu lado? Eu sou capaz de abrir-mão de determinadas coisas em minha vida sem depois cobrar? Eu sou capaz de dizer “não”? Eu quero, mesmo, ter um filho, ou simplesmente aprendi que é para isso que nascemos: para constituir uma família?

Muitas das pessoas que conheço estão “neurotizadas”por conta de suas relações com as mães. Em geral, são mães carentes que exigem afeto e demonstração de amor integral para se sentirem bem e, quando não recebem, martirizam os filhos com chantagens, críticas e cobranças.

As mães podem ser um céu de brigadeiro ou um inferno de sal. Elas podem adoçar a vida dos filhos ou transformar essas vidas numa batalha diária cheia de lágrimas, culpas e opressões.

Eu, por exemplo, não consigo ser um céu de brigadeiro nem para mim mesma, quiçá para uma pessoinha que vai me tirar o juízo madrugadas adentro e, honestamente, acho injusto colocar uma criança no mundo já com essa missão no lombo: fazer a mamãe crescer.

Dar a luz a um bebê é fácil, difícil é ser mãe da própria vida e iluminar as próprias escuridões.

*Sobre a autora:
Primeiro ela criticou o hábito de sua geração de beijar qualquer pessoa em baladas e teve seu texto Ser ou não ser de ninguém, eis a questão da geração tribalista, divulgado na Internet como sendo do Jabor. Depois vociferou em recitais de poesia do Rio de Janeiro que “tem pena das mulheres que não gozam” em seu poema Tenho pena. Em seguida chocou algumas pessoas ao declarar que não quer ter filho na crônica Filho é para quem pode, publicada pela Revista O Globo do jornal O Globo -polêmica que a levou a falar sobre o assunto nos programas Sem Censura, Fantástico e Happy Hour - e agora se lança como cantora e letrista.
Artista campineira radicada no Rio de Janeiro, Mônica Montone é autora do livro “Mulher de Minutos”; Íbis Libris, 2003, e participou das antologias “República dos poetas; Museu da República, 2005” e Antologia Poética Ponte de Versos”; Íbis Libris, 2004, “Seleta de Natal”, poemas; organizada por Mauro Salles, 2006, “Poesia Sempre”, Fundação Biblioteca Nacional, 2007; “Poesia do Brasil”; Grafite, 2007, "Amar, verbo atemporal"; Rocco, 2012. Além disso, mantém na Internet um dos blogs exclusivamente de literatura mais bem visitados da rede, o “Fina Flor”.

CAMINHAR É PRECISO


CAMINHE NA DIREÇÃO DE SEUS SONHOS...
SÓ ASSIM SERÁ FELIZ E REALIZADO...